Como fazer sua startup ser um negócio escalável

Toda startup busca crescer constantemente mantendo a eficiência e a saúde financeira, às vezes atraindo investimentos para alavancar os resultados mais rapidamente. Mas qual é o segredo para alcançar esses objetivos? A resposta está em tornar a startup um negócio escalável.

Para ajudar você na missão da escalabilidade, neste post vamos mostrar o que significa escalar uma startup, quais são as práticas que devem ser adotadas para chegar lá e os benefícios disso. Acompanhe!

O que é um negócio escalável?

A escalabilidade é a capacidade de a empresa crescer e atender a mais demandas internas e externas sem perder os elementos que agregam valor à sua solução e sem elevar os custos diversos na mesma proporção.

Para conseguir, é fundamental que a empresa apresente três características:

  • Tenha uma estrutura organizacional que facilite o ensino das ações;
  • Tenha processos replicáveis;
  • Gere valor.

Elas não dizem respeito apenas à atividade fim, pois outros aspectos não operacionais podem acabar afetando o negócio se também não forem escaláveis. Por isso, quesitos como gestão financeira e contábil, estratégia de marketing e crescimento de equipes também precisam ser pensados para o aumento do volume de demandas.

Por exemplo, se a empresa adquire clientes com frequência mas não consegue manter o processo de cobrança e reconhecimento de recebíveis escalável, tem um problema não operacional com potencial de prejudicar as finanças. Consequentemente, pode acabar faltando capital de giro em algum momento, o que afeta a continuidade das operações.

Quanto a gerar valor, nos referimos à especialização do negócio considerando o ramo geral no qual está inserido. Bons exemplos disso são as startups do mercado de transportes que focaram em soluções individuais a preços mais justos, com eficiência, pontualidade e liberdade aos usuários.

Isso diferencia a empresa da concorrência e agrega valor ao que ela oferece, bem como a ajuda na escalabilidade de suas práticas mantendo o foco no que é importante.

Como ter um negócio escalável?

A aplicação de tal conceito em uma startup requer que o empreendedor tenha uma postura inovadora, criativa e dinâmica.

Porém, só as características pessoais não bastam, pois existem etapas de estruturação organizacional para criação do ambiente propício ao crescimento.

 Veja agora o que fazer em cada uma delas.

Analisar o negócio

Essa deve ser a primeira fase, porque é a partir dela que se consegue definir os próximos passos. A ideia aqui é avaliar profundamente o fluxo de processos e conhecer os indicadores principais.

Por exemplo, dois deles fundamentais nesse momento são o custo de aquisição de clientes (CAC) e o custo operacional.

Imagine que, em determinado período, sua empresa aplicou R$ 5 mil nos setores de marketing e vendas e como resultado foram conquistados 10 clientes. Então, o CAC foi de R$ 500.

Já o custo operacional considera os valores relacionados à mão de obra, às ferramentas necessárias e a demais fatores que permitem entregar o produto ou serviço.

Na hipótese, o objetivo é que o CAC e o custo de entrega da solução sejam mantidos em baixos patamares. Caso eles cresçam proporcionalmente ao aumento de clientes, o negócio ainda está longe de ser escalável.

Continuando, o mesmo tem de ser feito com todos os demais pontos da empresa. Por fim, nenhum gargalo que gere retrabalho, ineficiência ou despesas desnecessárias pode passar desapercebido, o que você entenderá melhor como fazer a seguir, no mapeamento de procedimentos.

Fazer o mapeamento e a padronização dos processos

Essas duas atividades são fundamentais para a escalabilidade porque garantem mais agilidade e eficiência no atendimento às demandas. Por isso, verifique todos os processos executados em diferentes setores, liste-os e perceba como se relacionam.

Em seguida, identifique aqueles que podem ser simplificados, desburocratizados ou até eliminados. E mude alguns pontos do fluxo de trabalho se for necessário, mesmo que isso leve algumas semanas ou meses para ser finalizado.

Nesse momento, realizar sessões de brainstorming com toda a equipe é sempre interessante. Assim, é possível avaliar soluções e alternativas com o objetivo de agilizar o trabalho e enxugar a estrutura.

Criar um modelo de negócios replicável

Um processo replicável é aquele que pode ser aplicado a diferentes clientes, com as diferenças para cada caso sendo observadas dentro de cada projeto, mas sendo mantida uma base funcional e testada. São pontos essenciais para garantir a escalabilidade. Mas como fazer isso?

Uma forma é utilizar o método Canvas, que facilita a gestão estratégica e a avaliação de hipóteses.

O Business Model Canvas consiste em um mapa visual predeterminado que conta com nove blocos:

  • proposta de valor: produtos ou serviços que a empresa oferece ao mercado e que efetivamente agregam valor aos clientes;
  • segmento de clientes: os setores que compõem o público-alvo;
  • canais: a maneira pela qual os clientes compram e recebem a solução;
  • relacionamento com os clientes: modos de interação com os compradores;
  • atividade-chave: as funções principais para a entrega da proposta de valor;
  • recursos principais: os itens necessários para executar as atividades-chave;
  • parcerias principais: as atividades terceirizadas e outros recursos principais oriundos de fora da empresa;
  • fontes de receita: os modos de obtenção de valores por meio da proposta de valor;
  • estrutura de custos: os gastos obrigatórios para que a estrutura do negócio funcione.

Além de organizar as estratégias, durante o preenchimento o Canvas ajuda os responsáveis a terem insights sobre o negócio enquanto pensam nas respostas e as discutem. A partir disso podem surgir novas ideias e ações definidas anteriormente possivelmente são melhoradas.

É importante observar também que o método não serve apenas para o que diz respeito às soluções vendidas. De maneira adaptada, se for preciso, um Model pode ser feito para cada setor deixando claro como eles devem funcionar para acompanharem o ritmo, a eficiência e a baixa estrutura de despesas do âmbito operacional.

Automatizar tarefas

A tecnologia é imprescindível em diversas questões do negócio. E os dispositivos e sistemas existentes permitem reduzir os custos, elevar a produtividade e repetir as tarefas de maneira simples.

Atualmente, para qualquer necessidade da empresa existe uma solução, seja qual for o porte da startup. Então, é preciso avaliar quais necessitam de automação para gargalos não serem criados e para os resultados serem potencializados.

Muitas vezes, para o operacional a startup já conta com automação, que é a solução que oferece aos clientes ou é a principal ferramenta para entrega do que é oferecido. Portanto, pensar na automação em um caso assim demanda tirar o foco um pouco da atividade fim e analisar como funcionam os pontos críticos da gestão empresarial consequentes dela.

Elaborar um plano de ação para a integração de novos colaboradores

Manter funcionários engajados e buscando o crescimento do negócio é uma das chaves para se chegar ao sucesso. Por isso, é recomendado criar um plano para o aumento da equipe ser sustentável.

É necessário investir em treinamento apropriado para manter o padrão de qualidade de produtos e serviços, independentemente de rotatividade ou frequência de contratações.

A escolha pode recair em planos diferentes, pois para cada empresa uma ou outra estratégia é mais adequada. Por exemplo, os colaboradores mais experientes podem ministrar o aprendizado dos novos ou se pode oferecer materiais de apoio que permitam a cada novo funcionário uma integração individual e intuitiva, apenas sendo supervisionada.

Buscar um diferencial de mercado

O ideal é ter um produto ou serviço valioso para o cliente identificando o que mais atende às necessidades específicas para saber qual é o diferencial do negócio.

Esse procedimento pode demorar alguns meses e exige a elaboração de testes, que consideram o protótipo do produto, seu lançamento no mercado e o estudo da resposta dos consumidores. Com isso, é possível fazer os ajustes necessários até chegar ao modelo ideal.

Quais são as vantagens da escalabilidade?

Há diversos motivos que justificam a adoção desse modelo de funcionamento.

Replicar os processos com facilidade sem gerar elevação proporcional de custos consolida o negócio e permite que o empreendedor lide melhor com as incertezas que surgem pelo caminho, como uma crise econômica.

A estrutura enxuta ainda eleva a segurança do empreendimento, porque possíveis alterações realizadas geram menos impacto nas questões financeiras e na organização empresarial.

Em relação às atividades, executá-las sempre com a mesma qualidade é o requisito principal para atender um número crescente de clientes, fidelizá-los e fazer boa manutenção dos procedimentos operacionais ou não.

Adicionalmente isso ainda reduz alguns riscos, como a indisponibilidade, o que aumenta ou mantém a relevância da empresa para o mercado. Por exemplo, no caso de precisar atender uma demanda específica em situação que se mostre vantajosa ao negócio, a adaptação é simplificada.

Como você pôde perceber, tornar um negócio escalável depende de diferentes fatores, que devem ser aplicados continuamente levando em conta a startup como um todo, sempre avaliando o sucesso com indicadores confiáveis e úteis.

E você, já adota algumas dessas práticas? Conte para a gente deixando seu comentário no post!

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