Indicadores financeiros: os 10 melhores para a gestão da empresa

Gerenciar a empresa com orientação a resultados requer o estabelecimento de indicadores financeiros e o acompanhamento periódico deles.

Aliás, um consenso do mundo das finanças e do empresariado é que não se pode gerenciar o que não se mede. Logo, se torna mais difícil ou ineficiente gerir as finanças e o negócio sem observar os principais indicativos que podem ser extraídos dos números de ambos.

Neste post, você saberá como qualificar o gerenciamento empresarial e financeiro. Vamos mostrar:

  • Por que é importante definir indicadores e avaliá-los frequentemente;
  • Como uma ferramenta de gestão financeira integrada facilita e qualifica as tarefas gerenciais;
  • E 10 indicadores importantes para avaliar a empresa, estabelecer metas, medir seu sucesso e dar base à tomada de decisões.

A importância dos indicadores financeiros na gestão

Definir e acompanhar indicadores, e relacioná-los uns aos outros, dá ao gestor a capacidade de traçar metas e sempre buscar os melhores resultados empresariais. Pois se tem bases sólidas de visualização do que ocorre nas finanças do negócio e para o planejamento de objetivos.

Além disso, esses KPIs (key perfomance indicators, indicadores-chave de performance) fornecem insights para medir o desempenho também operacional do negócio.

Por exemplo, o lifetime value, um dos indicadores que detalharemos em seguida, mostra o quanto cada cliente representa por tempo de relacionamento. Assim, dá respostas às finanças e também revela o potencial da empresa em reter clientes.

Gestão financeira integrada e o acompanhamento dos indicadores

Todos os acompanhamentos podem ser feitos manualmente e com planilhas em Excel, mas isso torna tudo mais demorado e propenso a erros.

Um software de gestão financeira integrada auxilia em muito na visualização e na atualização dos números. E otimiza a manutenção da exatidão das contas, reduzindo ou anulando a margem de erro dos cálculos.

E como a integração ocorre com a contabilidade, a avaliação dos resultados torna-se qualificada. Pois cada medição ou projeção, como a do fluxo de caixa, leva em conta todos os componentes das movimentações financeira e contábil automaticamente.

Agora, veja os 10 indicadores que vamos abordar, saiba por que são importantes e como aplicá-los na gestão.

1. Lucratividade

O percentual de lucratividade, e não a receita bruta, é o que demonstra a real capacidade da empresa de se manter, ser competitiva e crescer. Porque, mesmo se o faturamento for alto, o negócio tem pouco potencial se não alcança sobra de lucro.

Para obter o resultado deste indicador basta dividir o lucro líquido, faturamento menos custos totais, pela receita bruta. Depois, multiplica-se o resultado por 100. Por exemplo:

  • Lucro do mês: R$ 50 mil;
  • Faturamento bruto do mês: R$ 185 mil;
  • R$ 50 mil ÷ R$ 185 mil x 100 = lucratividade de 27,02%.

Então, obtendo o percentual, cabe ao gestor avaliar se ele é satisfatório ou se deve cortar custos e elevar preços, por exemplo.

2. Margem operacional

A margem operacional demonstra o percentual de lucro de cada venda antes do pagamento dos impostos. E é, junto à lucratividade, um dos indicadores financeiros que revela o potencial do negócio e/ou a necessidade de criar novas estratégias para competir no mercado.

Para chegar à porcentagem, divide-se toda a receita de vendas do período calculado pelo valor delas menos os custos de vendas — o lucro operacional. E multiplica-se o resultado por 100. Veja:

  • Vendas do mês: R$ 45 mil;
  • Despesas de vendas: R$ 28 mil;
  • Lucro operacional: R$ 17 mil;
  • R$ 17 mil ÷ R$ 45 mil x 100 = 37,7% de margem operacional.

3. Ticket médio

O ticket é o valor médio que cada venda ou prestação de serviço representa à empresa. E ter essa média calculada é necessário para avaliar se ela é positiva às finanças: auxilia no alcance do ponto de equilíbrio em período satisfatório, como veremos a seguir, e gera lucro.

Além disso, em momento de definição de metas ou investimento para expansão, o ticket médio é fundamental para tornar o planejamento dos números mais assertivo. Na hipótese de o negócio buscar financiamento de capital para aumentar sua força de vendas, ter o ticket em mãos facilita no cálculo do retorno sobre investimento — inclusive já considerando o aumento esperado no volume de vendas.

4. Ponto de equilíbrio

A empresa chega ao seu ponto de equilíbrio quando suas vendas ou prestações de serviços cobrem todas as despesas. Portanto, deste ponto em diante o dinheiro que é gerado significa lucro.

É importante saber quando o negócio alcança seu equilíbrio para identificar se ele demora a ocorrer, o que significa menos lucro. E também para avaliar as despesas da empresa, estabelecer metas e precificar corretamente produtos ou serviços.

Agora, vamos mostrar os passos para chegar ao ponto de equilíbrio, o break even:

  1. Somar os custos fixos e variados do período calculado;
  2. Escolher o número para ser relacionado com o resultado acima: ticket médio ou volume de vendas e serviços;
  3. Fazer a divisão para chegar ao break even.

Por exemplo, se as despesas do mês somam R$ 55.500 e o ticket médio da empresa é R$ 1.500, ela chega ao ponto de equilíbrio ao realizar 37 vendas.

5. Nível endividamento

O indicador revela a porcentagem do financiamento de terceiros, como prazos obtidos e empréstimos bancários tomados, em relação às atividades da empresa. O nível de endividamento é obtido com o uso do passivo e do ativo do balanço patrimonial: divide-se o total do primeiro pelo total do segundo, e multiplica-se o resultado por 100.

Então, se o resultado for 20%, por exemplo, significa que 80% das atividades são financiadas por capital da própria empresa e 20% por terceiros.

No geral, esse indicador deve ser mantido no menor índice possível. Porém, dependendo da situação, um alto nível pode não significar que a empresa corre um risco.

Por exemplo, se a empresa tomar um empréstimo para expandir em determinado mês, a conta do mês seguinte indicaria um alto índice de endividamento com terceiros de acordo com os números. Mas, na realidade, apenas há uma grande entrada de dinheiro momentânea — para gerar resultados maiores no futuro.

6. Rentabilidade

A rentabilidade indica o retorno gerado sobre o capital investido. E atesta a viabilidade financeira do negócio, pois se as atividades não são rentáveis não é viável mantê-las.

Por exemplo, dois sócios resolvem abrir uma empresa e iniciam aplicando R$ 50 mil, entre dinheiro para capital de giro, estoque e ferramentas. Então, ao fim do ano alcançam um lucro líquido de R$ 35 mil após faturarem R$ 94 mil e pagarem salários, todas as despesas e impostos.

No fim, a rentabilidade — dividindo R$ 35 mil por R$ 50 mil — é de 70%. Ou seja, é uma empresa viável e todo o retorno sobre investimento ocorre alguns meses logo após o primeiro ano de atuação.

7. Lifetime value (LTV)

O LTV significa o valor que cada cliente representa ao negócio por tempo de relacionamento. Empreendimentos que prestam serviços contínuos ou vendem assinaturas, por exemplo, precisam de um lifetime value alto, relativo a longos períodos, pois ter menos tempo de relacionamento significa perda de clientes e insatisfação deles.

Por exemplo, uma consultoria que firme contratos de seis meses precisa de um LTV de no mínimo seis vezes o ticket médio. E tem de traçar estratégias para sempre elevar a conta.

Especialmente para prestadoras de serviços e empresas com vendas complexas e que demandam relacionamento contínuo, o LTV serve até como indicador de desempenho. Pois um lifetime baixo pode significar que a implementação dos serviços ou produtos é falha ou que o setor de atendimento e suporte não satisfaz os clientes.

8. Recebíveis

Acompanhar os recebíveis é uma tarefa que deve ser quase rotineira na empresa, sempre analisando valores consolidados e prazos dos recebíveis em aberto.

O indicador tem três principais funções:

  • Identificar possíveis inadimplentes para cobrá-los, visando consolidar todo o faturamento gerado;
  • Projetar o fluxo de caixa da empresa com exatidão, junto às despesas futuras;
  • Avaliar o percentual dos recebimentos à vista para adequar a gestão financeira e os gastos ao ritmo das entradas no caixa.

9. Margem de contribuição

Essa margem é o valor da receita que sobra para contribuir ao pagamento dos gastos fixos e ao alcance do lucro. Ela é o resultado do faturamento bruto de vendas ou prestações de serviços menos os custos diretos e variáveis. Por exemplo:

  • Receita de vendas: R$ 40 mil;
  • Impostos diretos: R$ 2.400;
  • Custo de mercadorias: R$ 18 mil;
  • Comissões: R$ 3.600;
  • Margem de contribuição: R$ 16 mil.

Dentro do exemplo que colocamos, R$ 16 mil é a margem das vendas que contribui para o pagamento de despesas como aluguel e salários, que são fixas, e para o lucro líquido.

10. Índice de liquidez corrente

A equação entre ativo e passivo circulantes de uma empresa resulta no índice de liquidez corrente, que demonstra a capacidade dela de cumprir com suas obrigações no curto prazo.

A conta é feita dividindo o ativo pelo passivo, e o ideal é que o resultado seja superior a 1. Caso seja igual, significa que o capital de giro é tomado nas despesas e há dificuldades para obter lucro. E, ainda pior, se for menor que 1, o negócio pode estar próximo de ter problemas e ficar inadimplente com credores e governo.

Agora, avalie quais desses indicadores financeiros são os melhores para utilizar na gestão da sua empresa, estabeleça suas metas e atinja resultados. E não deixe de assinar a nossa newsletter para receber mais conteúdo focado no progresso do seu negócio.

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