Gestão financeira: o guia para ter os melhores resultados

Gerenciar as finanças de uma empresa não trata-se apenas de controlar valores que saem e entram e apurar o faturamento. Muitas outras tarefas e algumas ferramentas são necessárias para que se gerencie da melhor forma possível a movimentação de recursos e despesas.

A gestão financeira, além de ser responsável pela manutenção da saúde das finanças, garante que a empresa mantenha seu funcionamento sem problemas e cresça. Pois ela auxilia o empresário a ter bons resultados nessa área e a obter respostas que permitem o aperfeiçoamento em demais questões importantes e decisivas.

Neste guia, mostraremos como fazer um bom gerenciamento — que põe o negócio no rumo dos melhores resultados. Você verá:

  • Como fazer o fluxo de caixa;
  • Por que separar as finanças pessoais e empresariais em micro e pequenas empresas;
  • A importância do cálculo e da administração do capital de giro;
  • Indicadores financeiros importantes para estabelecer e acompanhar;
  • O que é o ponto de equilíbrio e como chegar a ele;
  • E os benefícios da gestão financeira integrada à contabilidade.

Faça um fluxo de caixa perfeito

O fluxo é a ferramenta que acompanha toda as movimentações de dinheiro consolidadas. Por isso, é uma ferramenta de extrema importância para o negócio. Sem ele, torna-se muito mais fácil perder o controle das contas e do capital de giro.

Veja quatro práticas para manter um fluxo de caixa impecável.

Defina o período e mantenha atualização constante

Fluxo de caixa sem período definido perde a objetividade. Porque é esse tempo delimitado que demonstra os resultados e saldos da forma que a empresa necessita para gerenciar suas finanças.

Normalmente, a ferramenta é mantida em periodicidade mensal, bem como suas projeções. Porém, sendo preciso especificamente, os fechamentos podem ser quinzenais e até semanais.

Quanto à atualização, tem de ser constante. Cada gasto ou recebimento deve ser lançado assim que ocorrer. E se não for possível que o responsável acompanhe os valores dessa forma, é ideal que pelo menos ao fim de cada dia organize os documentos comprobatórios e lance seus números.

Registre todas as ocorrências

Primeiramente, toda a movimentação precisa ser lançada — inclusive os menores valores. Ignorá-los deixará a ferramenta com saldos defasados. E os números vistos tendem a ficar cada vez mais longe da realidade pela soma desses valores desconsiderados mês a mês.

Uma das melhores práticas para que nenhuma movimentação escape ao controle é fazer a conciliação bancária em software que automatize a tarefa e atualize os saldos diariamente. Assim, todas as saídas e entradas e os saldos das contas são acompanhados em tempo real e atualizados no fluxo.

Lance apenas os valores consolidados

Outro ponto muito importante é relacionar recebimentos ou pagamentos apenas quando já tiverem ocorrido de fato.

Contar o dinheiro que ainda não entrou ou registrar obrigações não pagas também resulta em saldos errados e atrapalha o controle financeiro.

Faça projeções

O cenário dos meses seguintes pode ser aproximadamente previsto. Basta fazer o fluxo projetado, com os números já esperados para os próximos meses.

Para ter a maior exatidão possível, os valores de notas fiscais já emitidas ou recebidas devem ser utilizados. E também aqueles referentes às despesas fixas e até variáveis, o que pode ser feito de acordo com a média dos dois últimos meses, por exemplo.

Separe contas pessoais e empresariais

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), metade das empresas fecham antes dos dois anos de atuação. E entre os principais motivos está a má gestão financeira, especialmente pelo descontrole das contas.

Isso ocorre porque muitos empreendedores, especialmente em negócios recém abertos e de porte micro, misturam dinheiro de pessoa física e jurídica. Dessa forma, pagam contas de casa com dinheiro do empreendimento e fazem retiradas do faturamento frequentemente, por exemplo.

Ações como essas levam a empresa a um espiral de descontrole nas finanças e a falta de recursos, como de capital de giro.

Por fim, a prática pode resultar em gastos inadequados de dinheiro e obrigações não pagas com fornecedores, impostos e outras despesas. Ou seja, os gastos pessoais podem acabar com o negócio.

Além disso, misturar contas e recursos de pessoas jurídica e física desorganiza a escrituração contábil e gera erros em seus lançamentos.

O que deve ser feito

O empresário precisa definir suas retiradas, como seus salários mensais, e mantê-las — de preferência registrando-as como pró-labore.

E sempre que lucro for retirado, como no fechamento anual, o valor deve respeitar as necessidades de manutenção da empresa e ser lançado na contabilidade.

Calcule e administre bem o capital de giro

Uma das tarefas mais importantes para manter o bom capital é calcular o seu valor líquido. A conta é relativamente simples: basta somar os ativos circulantes do período e subtrair o total dos passivos circulantes desse resultado.

Veja o que são esses ativos e passivos:

  • Ativo circulante: dinheiro de caixa e contas bancárias, estoque, contas a receber e aplicações financeiras. São valores já obtidos ou de posses que podem rapidamente ser convertidas em dinheiro;
  • Passivo circulante: impostos, despesas com fornecedores, folha de pagamento do mês e contas do imóvel. São as obrigações a serem pagas no curto prazo.

O resultado dessa conta é o capital líquido após todos os gastos do curto prazo já serem cobertos pelos recursos.

Aqui, novamente se observa a importância do fluxo de caixa impecável, pois sua projeção pode revelar a necessidade de capital futuramente. Assim, o empresário tem tempo para agir da melhor e menos impactante forma possível.

Além de calcular o capital de giro, administrá-lo também é fundamental. Pois mesmo um bom capital líquido pode deixar a empresa em situação ruim se não for bem administrado.

Uma ação eficiente, por exemplo, é adiantar recebíveis concedendo pequenos descontos aos clientes. Essa prática mantém o dinheiro girando no fluxo de caixa, e seus saldos sempre positivos. Além disso, influencia os clientes a pagarem sempre antecipadamente, evitando a inadimplência.

Neste artigo, explicamos mais algumas formas de administrar o capital e nos aprofundamos em seu cálculo.

Estabeleça e acompanhe indicadores financeiros

Estabelecer indicadores financeiros não é necessário apenas para a gestão financeira, mas para o sucesso da negócio como um todo. Pois eles mostram como está o desempenho da empresa em questões diversas, observando indicadores individual e conjuntamente.

Veja três dos mais importantes para definir e acompanhar.

Lucratividade

Não importa de quanto é o faturamento. O potencial de continuidade, competitividade e crescimento de um negócio está em seu lucro. Gerar R$ 100 mil em receitas não diz nada se o lucro fica em apenas R$ 5 mil, por exemplo.

Além disso, o ganho líquido é importante porque pode revelar problemas do empreendimento. Como quando a lucratividade é baixa mesmo com muitas vendas. Isso pode significar que é preciso reduzir despesas ou gastar melhor o capital de giro em geral.

Liquidez corrente

Esse indicador faz a relação entre o que a empresa tem a receber em curto prazo com o que deve pagar no mesmo período. E por mais que haja semelhanças com o cálculo do capital de giro, não significa a mesma coisa.

Para chegar ao indicador de liquidez corrente divide-se os recebíveis pelas dívidas do período escolhido. Então, o negócio precisa ter resultado acima de 1. Do contrário, está em perigo e pode acabar não conseguindo pagar as obrigações.

Por exemplo, se a empresa tiver R$ 50 mil a receber de clientes até o fim do mês e R$ 31 mil a pagar em obrigações diversas, o resultado da divisão é 1,61 — um bom indicativo.

Ticket médio

Esse indicador refere-se ao valor médio de cada venda. Chega-se a ele dividindo o total faturado em vendas pelas unidades.

Sabendo quanto cada cliente representa para a empresa se pode definir, por exemplo, o máximo que pode ser gasto com cada um deles para haver lucro.

E em momentos como o de investir  de crescimento, o ticket médio demonstra qual é o ganho possível de acordo com o aumento projetado. Dessa forma, investe-se de maneira adequada a ter retorno dos custos e ainda lucrar no menor prazo possível e correndo menos riscos.

Calcule o ponto de equilíbrio da empresa

O ponto de equilíbrio é o momento em que as vendas cobrem todos os gastos e o lucro ainda não existe. Após esse ponto, tudo o que é faturado se torna lucro.

Para chegar a ele deve-se somar as despesas fixas e variáveis para o período e dividi-las pelo volume de vendas ou pelo ticket médio, que mostramos acima. O resultado é quantas vendas são necessárias para cobrir todos os gastos ou de quanto o ticket médio deve ser para que a quantidade projetada cubra as despesas. Veja no exemplo.

  • Despesas fixas para o mês seguinte: R$ 12 mil;
  • Projeção média das despesas variáveis para o mês seguinte: R$ 10 mil;
  • Ticket médio de produtos ou serviços: R$ 250;
  • Ponto de equilíbrio: 88 vendas.

Ou seja, a partir da 89º venda ou prestação de serviço há lucro.

Fazer esse cálculo é importante para avaliar o desempenho da empresa, analisar seu potencial e também planejar o crescimento. Por exemplo, se as 88 vendas do cálculo acima forem alcançadas apenas no 20º dia do mês, o empresário pode rever seus custos para chegar mais rápido ao ponto e ter mais lucro.

Tenha a gestão financeira integrada à contabilidade

Sabemos que pode ser muito difícil para o empresário, que tem todo um negócio a gerenciar, funcionários a liderar e tantas outras tarefas, ainda atuar na gestão financeira. Até porque finanças e contabilidade andam lado a lado e, muitas vezes, é preciso gerir uma área observando a outra ao mesmo tempo.

Por esses motivos, as empresas contam com escritórios de contabilidade para manterem seus processos fiscais, contábeis e trabalhistas. Mas poucas aproveitam os benefícios da terceirização do financeiro com integração à contabilidade.

Fazer essa integração torna o gerenciamento das finanças mais seguro e torna as tarefas da área mais fáceis — também por haver suporte e acompanhamento à gestão. Então, o empreendedor tem mais liberdade para focar nas atividades do negócio e em seus resultados.

O Bookkeeping, por exemplo, apresenta vantagens como:

  • Gerente dedicado;
  • Segurança em relação a tarefas e informações;
  • Precificação adequada à realidade da empresa. Ou seja, o custo é de acordo com necessidades e demanda do negócio;
  • E ferramentas online para tarefas como controle de custos, manutenção de fluxo de caixa e controle de estoque. Portanto, eliminam-se as planilhas manuais e tudo se torna mais exato, confiável e rápido.

Através das práticas que abordamos neste guia básico, seu negócio nunca perderá o controle das finanças e fará melhor gerenciamento de recursos, faturamento e despesas. E integrando a gestão financeira à contabilidade, você pode ainda qualificá-la em muito, facilitar diversos processos e ter mais tempo para lidar com as atividades empresariais e liderar sua equipe.

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5 comentários sobre “Gestão financeira: o guia para ter os melhores resultados

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