Cultura corporativa na startup: como criar e manter viva

Em meio às principais preocupações, como adquirir clientes e manter os processos operacionais em funcionamento, muitas vezes a cultura corporativa na startup fica em segundo plano, ou até mesmo é ignorada, como se fosse algo puramente decorativo e subjetivo. Mas o fato é que o ambiente de um negócio é sim importante para sua manutenção e seu progresso, pois tem a ver com a maneira como se gerenciam os diferentes setores.

Portanto, não se deve menosprezar a importânca de um código de cultura, mesmo que o negócio ainda seja pequeno e tenha poucos funcionários. E é por isso que criamos este conteúdo, para ajudá-lo com a tarefa nem sempre fácil de criar e manter uma cultura positiva e adequada dentro de um empreendimento. Acompanhe-nos.

Como criar uma cultura corporativa na startup

O conceito de uma declaração de missão, visão e valores é algo antigo e desde sempre foi uma prática das empresas tradicionais, mas isso não significa que as startups não podem utilizar essas definições por serem modelos distintos.

Mesmo que seja algo que fique internalizado — não sendo publicado no site do negócio, por exemplo —, a declaração tem de ser feita porque é fundamental para a definição da cultura corporativa. Ela revela a identidade, os propósitos e os valores inrentes à empresa e também é necessária ao desenvolvimento do planejamento estratégico.

Em resumo, a missão representa o propósito do empreendimento e é o que orienta os seus objetivos. Por exemplo, em uma startup que tenha desenvolvido novos processos para modificar e melhorar um mercado, a missão pode ser: “Inovar, aprimorar continuamente os processos de mercado e melhorar as experiências dos usuários”.

Já a visão tem a ver com onde a empresa pretende chegar e se manter. Por exemplo, a visão empresarial do Google, que já foi uma startup, é “A Google quer ser gigante também no mundo das coisas, e não só da internet”. E já faz algum tempo que a corporação conhecida pelo buscador mais usado no mundo também é um player de relevância mundial em outros mercados, como o de carros autônomos.

Por fim, os valores ilustram as convicções que vão guiar a empresa na gestão de processos e produtos, empresarial, de pessoas e nos mais diversos âmbitos administrativos. Continuando no Google como exemplo, há um documento na gigante chamado “Dez verdade em que acreditamos”, que coloca, e depois desenvolve, valores como:

  • foco nos usuários;
  • rapidez;
  • democracia;
  • mobilidade.

Não por acaso os algoritmos do Google sempre tiveram como um dos objetivos melhorar as experiências dos usuários junto aos produtores de conteúdo, anunciantes, lojistas e demais participantes da cadeia de informações que ele entrega.

Aplicações práticas da declaração de missão, visão e valores

Tudo o que citamos até agora é importante e ajuda a construir uma cultura empresarial, mas a parte de valores da declaração é a que mais aborda temas relacionados a um dia a dia corporativo envolto por uma cultura. Por exemplo, se dois dos princípios da empresa são aprender e ensinar, para que se tenha um abiente de constante evolução, isso deve estar explicíto na cultura para que todos os profissionais busquem o aperfeiçoamento individual e geral a todo momento.

Consequentemente, como os valores representam os princípios sob os quais o negócio é construído, precisam estar permanentemente presentes na startup para que a cultura siga viva. Além disso, são necessários para que não ocorram desalinhamentos no caminho percorrido para alcançar a visão e praticar a missão.

Por isso, as partes de missão e visão devem ser pensadas mais a nível de estratégia empresarial, tendo suas definições aplicadas no planejamento estratégico, no estabelecimento de metas e em outros pontos gerenciais. Enquanto isso, os valores têm de permear o ambiente e serem o meio para tornar viáveis a missão e a visão.

Como manter viva a cultura coporativa da startup

Documentar e compartilhar a cultura

A definição dos valores de uma startup é algo muito claro para donos e sócios. Porém, esses princípios têm de ser compartilhados já a partir do primeiro funcionário contratado para que todos os envolvidos pratiquem a cultura empresarial, e daí surge a necessidade de documentação.

Depois disso, cada novo integrante da empresa tem de receber uma cópia do documento antes mesmo de iniciar o desempenho de suas funções. Assim mantém-se toda a equipe alinhada ao ambiente que se deseja manter.

Revisar periodicamente o código de cultura e o ambiente

Não se pode esquecer do documento criado após sua finalização, pois ele pode acabar se tornando obsoleto ou apenas uma ideia com o passar do tempo, principalmente com o crescimento do negócio e, consequentemente, do tamanho das equipes.

Por isso, a cada seis meses ou um ano, dependendo do ritmo de crescimento da startup, a cultura e o ambiente profissional devem ser reavaliados no intuito de identificar se o código ainda é atual e se a empresa realmente está funcionando alinhada a ele.

Avaliar se os candidatos a vagas ajustam-se à cultura

Por mais que se possa compartilhar a cultura corporativa na startup, é mais difícil mantê-la viva e pulsando se os profissionais não são pessoas naturalmente inclinadas a se ajustarem a ela. Por exemplo, alguem que gosta de trabalhar sozinho e centralizar informações e ações tem mais dificuldade de se ambientar em um local no qual a cultura é de compartilhamento e trabalho em equipe, dentro de um escritório com estações compartilhadas.

É claro que naturalmente nenhum profissional está 100% ajustado à cultura de um negócio, mas é possível encontrar bons profissionais que previamente compartilhem princípios comuns aos valores empresariais.

Aliás, entender se um possível novo funcionário alinha-se ao código de cultura da startup é apena uma das boas práticas de seleção de condidatos, mas outras também ajudam a sua empresa a montar um time vencedor. Então, veja agora 7 ações para ter qualidade nas contratações do seu negócio.

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