Como funciona o ciclo de vida do produto

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Toda solução desenvolvida por um negócio deve passar por algumas etapas, que se referem ao seu desenvolvimento e progresso, de maneira estratégica para ter sucesso. Essas fases formam o ciclo de vida do produto, que compreende desde a idealização de um produto até, caso ocorra, sua saída de mercado — que não necessariamente significa fracasso completo.

Respeitando essas fases, um projeto tem as ações mais bem organizadas e direcionadas para as necessidades de desenvolvimento e venda do produto em questão. É uma forma de gerenciar melhor os mais diferentes aspectos que impactam na criação e no sucesso de uma solução no seu mercado.

Então, entenda como funciona esse ciclo e quais ações são abrangidas por cada parte dele.

Desenvolvimento

Como o nome sugere, essa fase envolve o planejamento do produto e sua criação. A fase inicia na idealização do produto com base em necessidades a serem sanadas ou finalidades para as quais ele será direcionado. Depois, os primeiros esboços são criados, podendo até mesmo ser simulados em soluções de virtualização de produtos.

Por fim, antes do desenvolvimento em si, os primeiros protótipos são concebidos para realização dos testes iniciais de desempenho e aceitação — este último critério que exige o envolvimento nos testes de pessoas externas à equipe do projeto.

Após esses passos iniciais, os responsáveis já devem ter seu produto mínimo viável testado e aprovado, pronto para ser introduzido no mercado. Isso não significa que nada mais deve ser feito, pois a base desenvolvida nas ações acima deve ser eficiente e mantida, mas melhorada e, se possível, complementada com o passar do tempo para melhoria da experiência dos futuros clientes.

Introdução

Com um produto finalizado e aprovado nos primeiros testes específicos e de mercado, a startup está pronta para introduzi-lo no mercado, começando também o planejamento e o start das estratégias de marketing e vendas.

Primeiramente, o perfil do cliente ideal tem de ser traçado para que se saiba quais pessoas devem ser buscadas nas ações de divulgação e quais são suas características: como e quando se comunicar com elas e efetivas vendas. Depois disso, os canais de marketing e vendas adequados ao público e à distribuição do produto podem ser definidos.

Por exemplo, se a solução desenvolvida for direcionada a usuários finais, pessoas físicas, as redes sociais e suas plataformas de anúncios pagos podem ser bons canais para veiculações segmentadas. Simultanemante, se o produto justificar a publicação de conteúdos relacionadas a dúvidas, dicas e outros temas ligados à startup e sua criação, o negócio pode criar um blog também e buscar clientes em potencial nas pesquisas orgânicas do Google.

Crescimento

Chega-se à fase de crescimento do ciclo de vida do produto se as duas etapas anteriores forem bem sucedidas: desenvolvimento de bom produto e distribuição eficiente e assertiva dele. Então, para se manter no mercado e fortalecer a marca diante dos demais players, é necessário aumentar os investimentos em marketing, ou pelo menos mantê-los, e qualificar o produto ou aumentar a participação no mercado no qual ele se encaixa.

Ou seja, é preciso investir na escalabilidade de atração de clientes potenciais e fechamento de vendas, seja diretamente com os clientes ou com parceiros e distribuidores que permitem alcançar os usuários da solução.

Quanto ao produto em si, pode ser qualificado em relação ao produto mínimo viável apresentado na fase de desenvolvimento. Isso não sendo possível, itens complementares — ou  não complementares, mas que destinam-se aos mesmos clientes e mercado — podem ser lançados. Isso tende a melhorar a experiência dos usuários e fortalecer a imagem da empresa perante eles e dentro do ramo de atuação.

Maturidade

Algo maduro está no seu ápice de desenvolvimento, melhoria e alcance de potencial nos mais diversos critérios. Dentro do ciclo de vida do produto, quer dizer que a empresa e sua solução estão estabilizadas, com fatias de mercado grandes e fidelizadas. Mas não significa que nada mais precise ser feito, pois é necessário continuar agindo estrategicamente para manter-se nesse patamar do ciclo.

Então, os cuidados nessa fase são para manter a startup onde chegou, não permitindo que outras empresas ganhem públicos já conquistados e fidelizados por ela. Para isso, os investimentos no produto, ou em mais produtos, também devem ser mantidos e estarem alinhados ao marketing para comunicar aos clientes as melhorias feitas pela empresa.

Declínio

Um ciclo pode terminar de diferentes formas:

  • o produto pode ser substituído por outro que atenda melhor a novos hábitos de consumo, enquanto a empresa vai bem no mercado;
  • produto e empresa podem tornar-se obsoletos;
  • o produto pode continuar tendo boa aceitação, mas perder mercado por conta de a empresa cometer erros em outras áreas, como marketing, vendas e logística.

Sendo qualquer uma dessas opções, ou outra não citada, é preciso que seja feita a correta análise do que está ocorrendo e de quais devem ser as ações perante o cenário constatado.

Por exemplo, se o produto principal está perdendo a simpatia do público, mas outros que eram periféricos ou complementares cada vez mais ganham espaço, pode ser o momento de reformular o item principal, substituí-lo ou simplesmente encerrar sua distribuição. Um exemplo disso foi o encerramento da produção da Kombi, sucesso por décadas da gigante global Volkswagen.

O fim do ciclo de vida da Kombi não ocorreu por conta de um fracasso, de falta de aceitação de mercado ou por declínio da montadora como empresa. Esse produto apenas foi vítima de uma resolução legal que obrigou a colocação de dois itens a mais em todos os carros produzidos dentro do Brasil a partir de 2014, país onde a Kombi já era produzida há mais de 50 anos. Com isso, o projeto tornou-se inviável para a empresa, mas ela aproveitou para fabricar e vender Kombis brasileiras até o último dia de 2013, inclusive lançando uma série especial de despedida e uma campanha de marketing com participação de donos do veículo. O ciclo encerrou-se ainda de maneira lucrativa e positiva para a imagem da marca.

Já em outros casos vimos negócios que mesmo depois de alcançar a maturidade acabaram perdendo espaço por obsolescência e levando empresas a fecharem ou quase serem extintas.

Um ciclo de vida de produto pode durar várias décadas ou poucos anos, obtendo sucesso ou fracasso independentemente do período de duração. Por isso, os responsáveis pelo produto e seu projeto devem analisar muito bem todas as fases do ciclo e sempre buscar se adiantar e prever o que pode ocorrer na etapa seguinte à qual a startup se encontra.

Uma forma de estar bem preparado para atuar no ciclo é informar-se bem sobre startups e diferentes temas ligados ao mercado. Então, siga os nossos perfis nas redes sociais (InstagramFacebookTwitter e LinkedIn) para acompanhar as próximas novidades do nosso blog focado em startups.

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